sexta-feira, 2 de agosto de 2013

C.D.S. ACUSA EXECUTIVO MUNICIPAL DE ENDIVIDAR O CONCELHO DE ODIVELAS

A coligação "Odivelas Merece Mais", liderada pelo C.D.S., acusa, em Nota Informativa que fez chegar à RÁDIO CRUZEIRO, o executivo municipal de aumentar o endividamento do concelho de Odivelas, ao contrair um empréstimo superoir a 3,2 milhões de euros, sendo que uma parcela deste valor, calculada em 200.000 mil euros se destina à compra de capital da Valorsul.

Os centristas consideram ainda, nesta Nota Informativa, que o empréstimo, aprovado em reunião extraordinária do executivo municipal com os votos dos Vereadores do P.S. e do P.S.D. não cumpre a totalidade das obrigações legais, faltando "documento que evidencie  a capacidade de endividamento da C.M.O." e " informação sobre as condições efetuadas por três instituições de crédito."

A coligação de direita, que concorrerá ao próximo ato eleitoral autárquico aponta o dedo à dívida global do município. à execução orçamental e à participada PPP Odivelas Viva, que "apresenta capitais negativos de 477,30 mil euros", bem como à
"viabilidade económica da Municipália".

A RÁDIO CRUZEIRO tentou obter uma reação por parte do executivo municipal que se escusou a fazê-lo, face ao "teor partidário e próprio de pré-campanha eleitoral" que se verifica na Nota Informativa da coligação liderada pelo C.D.S.


LFS

Mensagem da Presidente da Camara Municipal de Odivelas


Car@ Munícipe,
 


Agosto continua a ser um mês tradicionalmente escolhido pela larga maioria dos portugueses para desfrutar de umas merecidas e revigorantes férias.

No entanto, aqui em Odivelas, não deixaremos de continuar a marcar o nosso ritmo, sendo diferenciadores e dinâmicos, contando consigo, e promovendo a sua participação ativa como parte da alavanca que faz andar este jovem concelho!

Para si duplicámos a nossa área verde, construímos novos jardins, requalificámos largos, zonas ribeirinhas e avenidas, e instalámos 10 circuitos bio saudáveis em todas as freguesias. Lançámos o Cartão Sénior e desenvolvemos um programa permanente de promoção do envelhecimento ativo e saudável, além de melhorarmos a mobilidade de jovens e seniores com o autocarro "Voltas". Temos agora novos centros escolares, refeições diárias e manuais escolares para os nossos jovens estudantes.

Muito recentemente foram inaugurados 2 novas Unidades de Saúde Familiar, na Ramada e na Póvoa de Santo Adrião, num investimento de mais de 6 milhões de euros. E, ao longo dos últimos anos, foram elevados Complexos Desportivos e novas infraestruturas, como o Pavilhão Multiusos de Odivelas, palco do Desporto Mundial, Europeu e Nacional, onde treinam cerca de 600 atletas por dia.

A Malaposta é hoje o 3º centro cultural do país e a essa dinâmica juntam-se o Centro de Exposições de Odivelas, a Casa da Juventude e as nossas Bibliotecas, onde é gradualmente maior a afluência de pessoas que procuram estes espaços culturais de reconhecida qualidade.
É inegável que somos hoje um Concelho educador, solidário e fraterno, mais verde, sustentável e coeso, com mais saúde, cultura e qualidade de vida.

Estes resultados dão-nos o ânimo e a motivação necessárias para continuar a acreditar no nosso sonho de tornar este território ainda melhor para viver, crescer, estudar, investir e envelhecer, construindo já hoje o Futuro que almejamos.

E é a pensar em si e para que possa retemperar forças no seu território, que a sua Câmara Municipal preparou novas atividades cheias de ritmo e diversidade porque o Verão é (em) movimento e Odivelas não para nem pode parar!

Consulte a sua agenda municipal!

Um abraço amigo da sua Presidente
Susana Amador



JG

Loja de Turismo exibe delícias gastronómicas, no Strada Shopping § Fashion Outlet.



Foi ontem inaugurada na Loja do Turismo, do Strada Shopping § Fashion Outlet, uma exposição promovida por Pastelarias do Concelho de Odivelas.
A Marmelada Branca de Odivelas é tradicionalmente o doce conventual por excelência de Odivelas. No entanto, os 8 produtores deste doce produzem outros produtos que embora menos divulgados são igualmente de excelência.

Até ao final do mês de Agosto o destaque vai para as delícias gastronómicas dos Produtores de Marmelada Branca de Odivelas, nomeadamente Carolina Pinho, Pastelaria Espiga Dourada, Pastelaria Padaria El-Rei D. Dinis, Pastelaria Faruque, Ide Vê-las e Pastelaria Viriato.

A inauguração da Exposição contou com a presença da Presidente da Câmara Municipal de Odivelas, Susana Amador e do Vereador do Turismo, Mário Máximo.





JG

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

ODIVELAS REAFIRMA A APOSTA NA IGUALDADE DE OPORTUNIDAES NA EDUCAÇÃO

Á semelhança do que tem acontecido nos anos mais recentes a Câmara Municipal de Odivelas volta a investir forte na educação e na igualdade de oportunidades com a atribuição de todos os manuais escolares, bem como, das fichas de atividade a cerca de seis mil crianças que no concelho de Odivelas frequentam o primeiro ciclo do Ensino Básico nos estabelecimentos de ensino da rede pública do concelho.


Para os mais velhos o município odivelense também tem propostas de apoio, mantendo a iniciativa pioneira exprimentada no passado ano letivo designada por "Dá P'rá Aproveitar" e que consiste na recolha e redistribuição de manuais escolares do 5º ao 12º ano de escolaridade. No passado ano letivo esta ideia conseguiu recolher cerca de cinco mil manuais que foram redistribuídos na sua quase totalidade e serviram para apoiar muitos alunos, que sem esta ajuda, se posicionavam numa situação, à partida, desvantajosa em relação aos demais.

Em tempos de maior dificuldade para os pais na gestão do orçamento familiar, geralmente já insuficiente, esta iniciativa é um contributo para amenizar as dificuldades de investimento numa área fundamental.

Jovens com acesso à cultura serão sempre jovens mais conhecedores, mais exigentes e mais produtivos na construção de um futuro mais sólido e sustentável para este País.
Por isso, a aposta na educação, será sempre uma aposta no futuro e o esbatimento das desigualdades uma missão que Odivelas cumpre.

LFS

Afinal reprovou nos Exames Nacionais? (Artigo de Opinião de Susana Amador no DN, em 1 de Agosto de 2013) A

"Os maus resultados dos exames nacionais, que, aliás, suscitaram críticas das associações de professores das disciplinas de Português e de Matemática, assim como da Confap, segundo a qual os enunciados revelavam problemas estruturais na sua conceção, não são o espelho do mau desempenho dos alunos ou dos professores, são, a meu ver, diretamente imputáveis ao Governo vigente..."

INÍCIO:

Os resultados dos exames nacionais do 9.º e do 12.º ano foram avassaladores. Alunos, professores e pais reagiram desanimados e frustrados perante uma percentagem colossal de resultados negativos. Alunos com notas de mérito, que nunca tiveram resultados negativos no seu percurso escolar tiveram de enfrentar uma humilhação inesperada e injusta. Em nove anos de realização de exames nacionais de 9.º ano, assistimos, este ano, ao pior resultado em Português e ao terceiro pior em Matemática. Ambos com média negativa, respetivamente 47% e 43%. Também os exames de 6.º ano registam uma quebra, quando comparado com 2012.Segundo o Ministério da Educação e Ciência (MEC), parece que a culpa é dos alunos e que terão de estudar mais.Mas a realidade revela que na sua obsessão cega por obter ganhos orçamentais imediatos, o Governo, através do MEC, decidiu-se por um conjunto de medidas que começam a revelar as suas consequências nefastas, nomeadamente, ao extinguir o Plano de Ação para a Matemática, os apoios ao Plano Nacional de Leitura e terminar com a obrigatoriedade do estudo acompanhado e com as aulas de substituição, bem como, ao proceder à extinção de disciplinas e à redução da oferta de cursos de educação e formação para alunos com idade igual ou superior a 15 anos, o que resultou na redução do tempo de trabalho e de permanência dos alunos em ambiente escolar e de aprendizagem.

 

A alteração não fundamentada da matriz curricular, o aumento do número de alunos por turma, a desvalorização do acompanhamento psicológico aos alunos, a extinção da área de projeto e a redução crescente ou eliminação dos apoios sociais, foram outras medidas adotadas empiricamente pelo Governo que, tal como era previsível, estão a deixar um rasto de maus resultados.Os maus resultados dos exames nacionais, que, aliás, suscitaram críticas das associações de professores das disciplinas de Português e de Matemática, assim como da Confap, segundo a qual os enunciados revelavam problemas estruturais na sua conceção, não são o espelho do mau desempenho dos alunos ou dos professores, são, a meu ver, diretamente imputáveis ao Governo vigente que, além das medidas introduzidas, transformou a escola pública num experimentalismo primário e labiríntico, de onde não se vislumbra uma saída ou sequer uma luz ténue que nos faça sair do caos em que nos encontramos.Nestes momentos de desilusão coletiva, impunha-se no mínimo alguma análise introspetiva da parte dos responsáveis políticos. Mas isso seria esperar demais por parte de quem não acredita na construção de uma escola de cidadãos onde a igualdade e a equidade estão algures neste momento em parte incerta. A verdade é que nos últimos dois anos assistimos a uma desconstrução da escola pública e dos seus principais pilares e, tal como o Governo se desmorona todos os dias, também o edifício da escola pública ameaça colapsar. Aliás, só tem resistido porque este edifício está ancorado na determinação e na luta constante de pais, professores, alunos e autarquias, que teimam em não o deixar desabar, porque sabem que a escola do conhecimento e do ser é determinante para o futuro e competitividade de Portugal.

 

O clima de instabilidade da classe docente e a incerteza quanto ao futuro minam a autoestima e abalam a confiança de todo o sistema. Os resultados dos concursos de professores mais recentes, onde, p. ex., dos 45431 candidatos foram admitidos... três, reflete que, definitivamente, o MEC demitiu-se de implementar qualquer política para a educação efetiva e credível em troca da intenção exclusiva de reduzir custos diretos neste sector, ainda que isso implique o desequilíbrio das contas públicas por via da redução das receitas fiscais e, simultaneamente, pelo agravamento das prestações sociais do Estado, além de fomentar o drama social e económico das famílias, da economia nacional e do País.Uma escola despedaçada, envolta num país de onde não se vê o futuro nem a esperança, tamanha a espessura do nevoeiro das políticas em que estamos envoltos, políticas essas que não deram resultados, ou melhor, que nos levaram para uma situação bem pior e profundamente mais grave em termos de desemprego, défice orçamental, dívida pública e nas políticas educativas. Mas, apesar deste espesso nevoeiro, que mais não é na realidade do que o acumular de sucessivas cortinas de fumo, os portugueses sabem e sentem que o navio encalhou no cabo das Tormentas. Mas também sabem que "o mar é plano e o céu é azul, sempre que vou e o mundo é pequeno para quem ficou". Por isso, temos de ir... pela escola da igualdade de oportunidades, a escola que tem o mundo todo no seu seio, porque é tolerante e inclusiva.




JG